COMPENSAÇÃO AMBIENTAL

COMPENSAÇÃO AMBIENTAL

Prefeito Ricardo Nunes (MDB), de São Paulo, autoriza a construtora Tenda a cortar 384 árvores no bairro do Butantã para construir prédios. Para “compensar”, a construtora promete plantar 221 mudas, além de dar dinheiro para o fundo de meio ambiente da prefeitura. Esse tipo de compensação ambiental é uma falácia, um “mito verde”. Uma árvore adulta, que leva décadas para se desenvolver, já desempenha funções ecossistêmicas vitais e imediatas: ela abriga uma biodiversidade complexa, regula o microclima local, retém carbono, produz oxigênio e atua na manutenção dos recursos hídricos. Além disso, suas raízes profundas protegem o solo da erosão. A ideia de que o plantio de mudas “compensa” a destruição de uma floresta madura é uma simplificação perigosa que subestima a complexidade e a importância dos ecossistemas. A verdadeira solução passa pela preservação do que já existe, e não pela destruição seguida de uma promessa de recuperação a longo prazo que, muitas vezes, nem se concretiza.
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Câmara municipal de SP — Compensação ambiental não funciona, diz especialista