🌳 DA LONA AO VIVEIRO

🌳 DA LONA AO VIVEIRO

No extremo oeste de São Paulo, uma região historicamente marcada por conflitos fundiários e desmatamento (o Pontal do Paranapanema) está sendo transformada pelas mãos de quem antes não tinha chão.
​O projeto Corredores de Vida, coordenado pelo IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), uniu ciência e reforma agrária em uma missão ambiciosa: restaurar 75 mil hectares de Mata Atlântica até 2041 — uma área equivalente à superfície da cidade de Nova York.
​🚜 Quem está plantando?
​Os protagonistas são os assentados da reforma agrária. Desde 2002, eles já plantaram 10 milhões de árvores (6 mil hectares).
​Startups Rurais: Filhos de assentados, como os irmãos Bispo, criaram empresas de restauração ecológica. Eles prestam serviços profissionais de plantio e manutenção, gerando renda e girando a economia local.
​Viveiros Comunitários: Mulheres líderes, como Dona Nazaré, organizam cooperativas que produzem mudas e recuperam pastos degradados.
​🐆 O Retorno da Vida
​A restauração não é apenas estética; é funcional.
​Conectividade: O objetivo é criar corredores que liguem fragmentos de mata (como o Parque Estadual Morro do Diabo), permitindo que animais circulem.
​Sucesso: Em 2024, foi registrada a presença de uma onça-pintada em uma área restaurada, provando que o ecossistema está se curando. Além dela, o mico-leão-preto, símbolo da região, volta a ter habitat.
​☕ Café com Floresta
​Além da restauração pura, o projeto incentiva sistemas agroflorestais. Famílias como a de “Seu Chiquinho” produzem café sombreado por árvores nativas, garantindo renda sem derrubar a mata.
​”O trabalho de conservação é de longo prazo. Você precisa fazer parte de uma região e de uma comunidade. Ir até lá, fazer pesquisa e ir embora não avança nada.” — Claudio Padua, cofundador do IPÊ.
​Fonte: UOL / Mongabay / @Florestal Brasil
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