RACISMO

Racismo ambiental é a forma como impactos ambientais e decisões sobre uso do território atingem de forma desigual populações racializadas, especialmente negras, indígenas e periféricas. O termo foi criado em 1981 por Benjamin Franklin Chavis Jr., ao identificar que comunidades negras eram mais expostas a resíduos tóxicos e excluídas das decisões ambientais. Hoje, o conceito se amplia para revelar uma lógica de poder que define quem sofre mais com poluição, falta de saneamento, desastres e mudanças climáticas.
Com o agravamento da crise climática — secas, enchentes, ondas de calor e insegurança alimentar — surgem fenômenos como apartheid climático, gentrificação climática e refugiados ambientais, que aprofundam desigualdades já existentes. Nesse cenário, populações pobres e racializadas têm menos acesso a proteção, mobilidade e recursos.
Essa desigualdade também aparece nas emissões: os mais ricos são responsáveis pela maior parte do carbono lançado na atmosfera, devido a padrões de consumo intensivos, enquanto os mais pobres emitem muito menos — mas sofrem mais com as consequências. Com a crise climática avançando, eventos extremos, escassez e deslocamentos forçados tendem a agravar essas injustiças.
Discutir meio ambiente, portanto, é uma pauta racial, social e de sobrevivência. Ignorar isso é manter um sistema onde algumas vidas são protegidas e outras tratadas como descartáveis.
FONTE: @arvoresertecnologico
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