EXTRATIVISMO E SILVICULTURA

Uma das espécies mais valiosas e historicamente exploradas da nossa floresta está prestes a ganhar um novo capítulo. A Embrapa Amazônia Ocidental apresentou a produtores e investidores os avanços técnicos para transformar o Pau-rosa (Aniba rosodora) — famoso mundialmente pelo seu óleo essencial — em uma cultura agrícola organizada, rentável e sustentável.
A visita técnica, coordenada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (FAEA), mostrou que o interesse do mercado em viabilizar o plantio da espécie está em alta.
Veja o que a engenharia florestal e a pesquisa estão desenvolvendo:
🧬 Genética e Clonagem: O projeto foca na seleção de matrizes de altíssima qualidade e no desenvolvimento de protocolos de clonagem por estaquia. O objetivo é criar uma base genética forte para garantir uniformidade e reduzir perdas no campo.
✂️ Manejo e Enraizamento: O processo de poda de condução (para formar ramos ideais para clonagem) e enraizamento das mudas leva cerca de seis meses. É um trabalho minucioso nos viveiros que garante a sobrevivência e o vigor da planta ao ir para a terra.
💧 Foco no Óleo Essencial: Além dos viveiros, as equipes realizam testes rigorosos na área de extração para garantir a produtividade e a pureza do óleo do Pau-rosa, produto de altíssimo valor agregado na indústria de cosméticos e perfumaria global.
Por que isso é um marco?
Tirar o Pau-rosa da pressão do extrativismo predatório e trazê-lo para o cultivo comercial intensivo é a verdadeira definição de bioeconomia. O encontro despertou tanto interesse de empresários que novas parcerias de fomento à pesquisa já estão sendo desenhadas, abrindo portas para um polo de silvicultura de espécies nativas forte na região Norte!
Fonte: Embrapa
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