CARBONO

Produzir alimentos e, ao mesmo tempo, aumentar o carbono no solo é um dos desafios centrais da agricultura atual. No Cerrado, um experimento conduzido pela Embrapa ao longo de seis anos traz evidências importantes sobre esse caminho.
O sistema agroflorestal avaliado dobrou o carbono orgânico do solo em comparação ao cultivo convencional de soja e milho, passando de cerca de 14 para mais de 27 toneladas por hectare, com acúmulo médio de 2,24 toneladas por hectare ao ano.
Nesse mesmo sistema, o feijoeiro cultivado entre as árvores manteve produtividade superior a 1.000 quilos por hectare, mesmo sem irrigação e dependendo apenas da água da chuva.
Os resultados estão associados à maior produção de biomassa e ao aporte contínuo de matéria orgânica ao solo, promovidos pela integração entre espécies arbóreas nativas do Cerrado e adubos verdes, como a crotalária.
Conduzido na Fazenda Capivara, em Goiás, o estudo tem inspirado a adoção de sistemas semelhantes em propriedades rurais, ampliando o debate sobre alternativas produtivas adaptadas às condições do Cerrado.
A pesquisa contribui para o avanço de sistemas que conciliam produção agrícola e melhoria da qualidade do solo, reforçando o papel da ciência no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o campo.
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