OBSERVAÇÃO

Foi do olhar atento do pesquisador Dr. Antônio Novaes (in memoriam) que surgiu uma das tecnologias sociais mais impactantes da Embrapa: a Fossa Séptica Biodigestora. Inspirada no sistema digestivo dos ruminantes, ela trata o esgoto de forma segura e ainda gera um biofertilizante rico em nutrientes, com potencial de uso em cultivos perenes.
A tecnologia é composta por três caixas d’água ligadas em série, que funcionam como câmaras digestivas: decantam, fermentam e decompõem os dejetos por meio de fermentação anaeróbica. Além de não emitir odores nem atrair vetores, o sistema impede a contaminação do solo e do lençol freático, comum em fossas rudimentares.
O efluente tratado pode ser usado na adubação de pomares e lavouras perenes, pois contém nitrogênio, fósforo, potássio, matéria orgânica solúvel e outros micronutrientes. Tudo isso com instalação simples, manutenção comunitária e baixo custo, mesmo em regiões remotas.
Hoje, são mais de 12 mil unidades instaladas em áreas rurais do Brasil, incluindo comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos, com impactos concretos na saúde, na produção agrícola e no meio ambiente.
🌱Quer aprender mais?
- No portal da Embrapa (www.embrapa.br), basta digitar “fossa séptica” na busca para acessar materiais técnicos, guias de montagem e publicações.
- No canal da Embrapa no YouTube (www.youtube.com.br/embrapa), também há vídeos explicativos que mostram o funcionamento e a instalação da tecnologia.
Essa é a ciência que nasce no campo, escuta o território e transforma realidades com criatividade, dignidade e sustentabilidade.
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